A pandemia do novo coronavírus tem sido um período de muito sofrimento, incerteza e medo. Muitos sofreram com a perda de entes queridos, outros perderam sua fonte de renda e buscam por uma maneira de sobreviver. A sua pergunta poderia ser: se Deus é amor, por que Ele permite coisas assim?

A Bíblia relata em Gênesis 1, 2 e 3 que Deus criou os céus e a terra pelo poder de Sua Palavra e que tudo quanto criou era muito bom. Tudo na natureza aponta para Deus e Sua bondade, além de manifestar Seu eterno poder, divindade e santidade, desde o pôr do sol até o cantar dos pássaros (Salmos 19.1; Romanos 1.20).

Antes da criação, o Pai, o Filho e o Espírito Santo já se relacionavam de forma perfeita e amorosa. Nosso Deus Triúno não criou todas as coisas por algum tipo de necessidade, mas pela livre vontade de expandir Seu amor (João 17.24). Como parte da criação, o ser humano foi feito para ter um relacionamento íntimo com o seu Criador e se deleitar nEle como demonstração de sua dependência enquanto filho.

Entretanto, Adão e Eva romperam seu relacionamento com Deus, se deixando levar conscientemente pelos próprios desejos, demonstrando isso ao comerem do fruto da única árvore que lhes era proibida. Em consequência disso, a humanidade foi dominada pelo pecado (Romanos 3.1-20).

Como Deus é Santo (Isaías 6.3) – o que significa ser puro e separado de tudo o que é mau -, nasceu uma inimizade entre Ele e o homem, pois o pecado resulta em morte (Romanos 6.23, 5.12), condena o homem ao inferno (João 3.18; Salmos 9.17) e fere a santidade da Trindade.

Não somente o homem, responsável e consciente de suas ações, sofreu a consequência de sua rebelião, como também toda a criação foi afetada (Romanos 8.20). Logo, coisas ruins acontecem porque desde a queda de Adão e Eva, Deus, a humanidade e a natureza não estão mais em harmonia e equilíbrio.

Como Deus resolveu nosso maior problema?

Deus expressou Seu amor pelo mundo se relacionando com o homem através de Sua Palavra e com Sua demonstração máxima, vindo ao mundo em forma humana (João 1).

Em Sua morte e ressurreição, Jesus Cristo assumiu a condenação humana e a pagou com Sua própria vida, vencendo definitivamente o pecado e a morte. O Inferno deixou de ser, então, o destino dos que nEle creem, pois estes terão vida eterna (João 3.16). É o próprio Jesus quem nos chama ao arrependimento dos nossos pecados através do agir do Espírito Santo.

Cristo não prometeu uma vida sem sofrimentos, pois até mesmo Ele precisou sofrer e, porque sofreu e venceu, pode socorrer todos os que se achegam a Ele, cansados e necessitados de Sua ajuda (Mateus 11.25). Ainda vivemos em um mundo que está em desarmonia por causa do pecado. Por isso, tragédias, calamidades, perdas e pandemias acontecem; mas em Cristo podemos encontrar um porto seguro para o hoje e a esperança de um novo lar, onde não haverá tristeza ou dor (Apocalipse 21.3).

Se hoje vivemos dias difíceis, Jesus Cristo, em Seu amor, sacrifício e promessa, é a verdadeira Esperança que não se acaba, mesmo diante do caos. Ele é a Esperança de que a vida não termina aqui!

Amém!